Há aqui uma calma que não se explica em palavras. Não, corrijo: nada do que se vive ou respira aqui tem palavras que lhe façam justiça. O céu não é cor de fogo, é de outro tom qualquer que só se pode chamar de luz, e de noite as estrelas não são estrelas, são incêndios que ardem no céu a muitos quilómetros de distância. Há vida em todo o lado: nos pássaros sobre o sol ao fim do dia e nos charcos logo de manhã, nas ovelhas que nascem pela tarde e que se levantam em agradecimento pela vida, nas flores que pintam os campos de amarelo e encarnado e alfazema e no orvalho que cobre os ramos e a folhagem quando acordamos suficientemente cedo.
ela, que gostava de escrever